domingo, 2 de novembro de 2014

O Novo Acordo Ortográfico


Por www.sxc.hu
Desde o século XII o Português vem sendo falado e escrito, e com a expansão marítima, além de domínio político, os portugueses impuseram seu idioma como o oficial em suas colônias na África, Ásia e América.
Na América temos apenas o Brasil como país que adota o Português como língua oficial; Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe na África; na Ásia, apenas Timor-Leste e Macau; Açores e Portugal na Europa.
Todos esses têm a gramática portuguesa como norma padrão. A adoção da nova ortografia, que consta no Anexo II do Acordo — Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 — que se baseia numa lista de 110 mil lemas da Academia das Ciências de Lisboa, gerando alterações na grafia em cerca de 1,6% do total de palavras na norma em vigor em Portugal, Timor-Leste e Região Administrativa Especial de Macau, e na grafia de quase 0,5% do total de palavras na brasileira. Mas, de acordo com o vocabulário elaborado em 2008 pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (Lisboa) a partir da base de dados linguísticos MorDebe com 135 mil palavras, a percentagem de palavras afetadas — i.e., palavras simples não flexionadas que constituem entradas num dicionário ou vocabulário — ascende a quase 4% na norma europeia. Este número inclui tanto as palavras que apresentam modificações efetivas na grafia, como as que passam a ser variantes legalmente válidas em toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Em meados do século XX, Portugal estabeleceu um modelo ortográfico de referência para as publicações oficiais e ensino do Português. Porém, essas normas não foram adotadas pelo Brasil. Por esse motivo a ortografia da língua portuguesa foi alvo um longo processo de discussão e negociação, com o objetivo de instituir, através de um único tratado internacional, normas comuns que rejam a ortografia oficial de todos os países de língua portuguesa.
Depois de muita discussão, a obrigação do novo acordo foi prorrogada para a partir de 01/01/2016 e até lá vale escrever das duas formas.


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