quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Novo Acordo Ortográfico do Novo Acordo Ortográfico


(atualizado)

Em 2013, eu disse que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa estava ainda em processo de maturação e ainda sendo discutido mesmo já tendo sido aprovado e valendo como forma padrão de escrita. O senhor Ernani Pimentel propôs o seguinte:
acabar com o uso da letra "h" antes das palavras;
acabar com o uso do "ç", do "ss", "sc" e "xc" (que seriam substituídos pelo "s" simples);
acabar com o uso do hífen;
acabar com o uso do dígrafo "ch" (que seria substituído pelo "x");
acabar com o uso da letra "u" em sílabas como “gue/que” e “gui/qui”;
as palavras passariam e ser escritas como o fonema aponta, como quando o "x" e o "s" têm som de "z".
Essas propostas nem estão sendo levadas em conta pela Comissão de Educação do Senado, e ainda que fossem, deveriam passar por todos os trâmites aqui no Brasil para, depois, serem encaminhados aos outros países.

Resumo, a obrigação do novo acordo foi prorrogada para a partir de 01/01/2016 e até lá vale as duas formas.

(versão antiga)
O linguista brasileiro Ernani Pimentel apresentou em Portugal um projeto para simplificar o idioma português, que conta com uma página na internet, na qual estudantes e professores podem fazer sugestões.
A reunião conjunta de sugestões ocorrerá até o fim do primeiro semestre de 2014, para que o documento possa ser apresentado em setembro do mesmo ano, quando terá lugar um simpósio linguístico-ortográfico da língua portuguesa, em Brasília. Pimentel critica alguns pontos do Novo Acordo, como o uso hífen. Segundo o linguista, não existe qualquer lógica nas opções. Exemplo disso é o caso de super-humano ser grafado com hífen, e desumano não.
O idealizador
Ernani Pimentel é, há 50 anos, Professor de Língua Portuguesa, Teoria Literária e Análise de Texto. Com mais de 10 mil páginas publicadas, é autor de livros dirigidos ao final do ensino médio e início do superior, como “Gramática pela Prática”, “Intelecção e Interpretação de Textos”, “Análise Sintática Visual”, “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, “Nova Ortografia Simplificada”, ”Provas Comentadas de Língua Portuguesa” (em três volumes) pela Editora Vestcon.

O que nós queremos?
O Simplificando a Ortografia quer que, em vez das atuais 400 horas/aula de ortografia ministradas desde o início do fundamental até o fim do ensino médio, sejam utilizadas apenas (ou em torno de) 150. Quer que os professores, alunos e profissionais de todos os ramos possam escrever com mais segurança e desenvoltura, gastando muito menos tempo. Quer que nas escolas o ensino de Português foque assuntos mais importantes como leitura, análise, compreensão, interpretação e criação de textos e, desenvolva no cidadão a competência comunicativa, tão necessária para o engrandecimento de Angola, Brasil, Goa, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, e de seus filhos, onde quer que se encontrem.”

Opinião do blogueiro que aqui escreve:
Tenho profundo receio quanto a este projeto, não por se tratar de algo que ninguém vai entender ou que algum pseudolinguista queira se promover às custas do governo e relações diplomáticas. Meu receio se baseia no simples fato de que a chance de ser aceito em 2014, como previsto, é quase nula. As tentativas de se unificar a ortografia da língua portuguesa já vêm desde muito tempo, a partir de 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de transição para as novas regras ortográficas finaliza em 31 de dezembro de 2015. Nem bem o novo sistema foi implementado e já querem altera-lo, o atual modelo tem falhas? Claro! Mas Portugal relutou tanto que um projeto elaborado em 1990 e só começou a valer em 2005, no Brasil de 2009 pra cá; sabemos que aqui as coisas ainda estão confusas, mas e os outros países? Há linguistas muito gabaritados oriundos de todos os países que integram a CLP, mas Portugal é o principal embargador quando o assunto é reforma ortográfica. A língua é deles, mas são minoria se somarmos a quantidade de falantes brasileiros, moçambicanos, angolanos etc...
Bem no começo do século XX, Portugal estabeleceu um modelo ortográfico de referência para as publicações oficiais e ensino do Português. Porém, essas normas não foram adotadas pelo Brasil. Por esse motivo a ortografia da língua portuguesa foi alvo um longo processo de discussão e negociação, com o objetivo de instituir, através de um único tratado internacional, normas comuns que rejam a ortografia oficial de todos os países de língua portuguesa.

Obrigado e boa leitura.

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